5 maneiras pelas quais a leitura pode melhorar a saúde e o bem-estar

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leitura pode melhorar a saúde e o bem-estar

Para muitos de nós, não há nada como se perder em um bom livro; a leitura pode nos transportar para outro mundo, onde podemos fugir do estresse diário da vida, pelo menos temporariamente. Mas cada vez mais, os pesquisadores estão descobrindo que a leitura pode oferecer alguns benefícios muito reais para a saúde e o bem-estar.

Um estudo liderado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, revelou que os adultos que relataram ler livros por mais de 3 horas e meia por semana tinham 23% menos probabilidade de morrer ao longo de 12 anos de acompanhamento, em comparação com aqueles que não leram livros.

Embora os pesquisadores não tenham conseguido identificar os mecanismos precisos pelos quais a leitura pode aumentar a longevidade. Eles apontaram para estudos anteriores que descobriram que a leitura pode aumentar a conectividade entre as células do cérebro. Eles alegaram que esse fato acaba diminuindo o risco de doenças neurodegenerativas que podem reduzir a vida útil.

 

1. A leitura pode reduzir o estresse

Acredita-se que o estresse contribua para cerca de 60% de todas as doenças e enfermidades humanas; ele pode aumentar os riscos de derrame e doenças cardíacas em 50% e 40%, respectivamente.

Obviamente, a vida cotidiana torna impossível eliminar completamente o estresse, mas há coisas que podemos fazer para reduzir o estresse e impedir que ele se torne um problema de saúde grave. E uma dessas estratégias é a leitura.

De acordo com um estudo de 2009 realizado pela Universidade de Sussex, no Reino Unido. A leitura pode reduzir os níveis de estresse em até 68% , mais do que ouvir música ou passear.

O co-autor do estudo, Dr. David Lewis, neuropsicólogo da Mindlab International em Sussex, e seus colegas, descobriram que os participantes da pesquisa que se envolveram em apenas 6 minutos de leitura, seja um jornal ou um livro, experimentaram uma freqüência cardíaca mais lenta e tensão muscular reduzida.

É improvável que essas descobertas sejam uma surpresa para os viciados em livros por aí; um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, no início deste ano, descobriu que 38% dos adultos classificam a leitura como seu remédio definitivo para o estresse.

“Embora os benefícios sociais acumulados da leitura tenham sido amplamente reconhecidos. É importante também reconhecer os ganhos a serem obtidos com a leitura sobre nossa saúde e bem-estar pessoal”, observa a pesquisadora do estudo, Dra. Josie Billington.

 

2. A leitura pode retardar o declínio cognitivo

À medida que envelhecemos, nosso cérebro diminui a velocidade e as tarefas cognitivas podem se tornar mais difíceis. Lembrar um nome ou número de casa, podem se tornar tarefas mais desafiadoras.

Mas, de acordo com vários estudos, a leitura pode ajudar a desacelerar ou até impedir o declínio cognitivo, e pode até ajudar a evitar formas mais graves de comprometimento cognitivo, como a doença de Alzheimer.

Em 2013, um estudo realizado por pesquisadores do Rush University Medical Center em Chicago, publicado na revista Neurology descobriu que a leitura e outras atividades estimulantes mentais podem retardar a demência.

Para sua pesquisa, o principal autor Robert S. Wilson, do Rush Alzheimer’s Disease Center, e a equipe registraram 294 adultos com idade média de 89 anos.

Todos os anos, durante uma média de 6 anos antes de sua morte, os participantes realizavam vários testes de memória e pensamento. Eles também preencheram um questionário detalhando qualquer atividade mental estimulante em que se envolveram durante a infância, adolescência, meia-idade e velhice.

Ao analisar o cérebro dos participantes após a morte, os pesquisadores descobriram que aqueles que se ocupavam com leitura, escrita e outras atividades de estímulo mental no início e no final da vida eram menos propensos a mostrar evidências físicas de demência, como lesões cerebrais e outros.

“Com base nisso, não devemos subestimar os efeitos das atividades cotidianas, como leitura e escrita, para nossos filhos, para nós mesmos e para nossos pais ou avós”, comenta Wilson.

Os resultados corroboram com um estudo anterior publicado na revista Proceedings da Academia Americana Nacional de Ciências, que descobriu que idosos que leem, jogam xadrez e participam de outras atividades mentalmente desafiadoras têm uma probabilidade duas vezes e meia menor de desenvolver a doença de Alzheimer.

 

3. Ler pode melhorar o sono

Os aparelhos celulares tornaram-se nossos amigos regulares na hora de dormir. Onde está o mal em fazer uma verificação rápida no Facebook antes que as luzes se apaguem? Ou até mesmo com as luzes já apagadas? Segundo a pesquisa, esse hábito pode causar estragos no seu sono.

Um estudo publicado no início deste ano na revista Social Science & Medicine constatou que o uso de um smartphone pouco antes de dormir está associado a menor duração do sono e menor qualidade do sono.

Isso ocorre principalmente porque a luz emitida pelos dispositivos reduz a produção de melatonina no cérebro, o hormônio que nos diz quando devemos dormir.

Então, qual a melhor desculpa para trocar seu smartphone por um livro antes de dormir; de acordo com a Clínica Mayo, a criação de um ritual para dormir, como incluir na rotina noturna a leitura de um livro, pode promover um sono melhor, facilitando a transição entre a vigília e a sonolência.

Clique aqui e saiba: “Negatividade” 8 situações que ela afeta nossas vidas.

 

4. A leitura pode melhorar as habilidades sociais

Algumas pessoas veem os livros como uma maneira de escapar do mundo real e das pessoas que estão nele, mas a pesquisa mostrou que, quando se trata de habilidades sociais, a leitura pode ter seus usos.

Um estudo de 2013 publicado na revista Science, por exemplo, descobriu que indivíduos que leem ficção podem ter uma melhor “teoria da mente”. Ou seja, a capacidade de entender que as crenças, desejos e pensamentos das outras pessoas são diferentes das suas.

Cimentando ainda mais a ligação entre a leitura e o aprimoramento das habilidades sociais, um estudo feito no início deste ano, descobriu que indivíduos que leem ficção obtiveram pontuações muito mais altas em testes de empatia do que aqueles que leem não-ficção.

O autor do estudo, Keith Oatley, do Departamento de Psicologia Aplicada e Desenvolvimento Humano da Universidade de Toronto, Canadá, sugere que a ficção permite que o leitor se envolva com os personagens, o que pode levar a uma maior empatia com as outras pessoas na vida real.

“A característica mais importante do ser humano é que nossas vidas são sociais”, diz Oatley. “O que distingue os seres humanos é que fazemos acordos sociais com outras pessoas, com amigos, com amantes, com crianças e outros. A ficção pode aumentar e nos ajudar a entender melhor nossas experiências sociais”.

 

5. A leitura pode aumentar a inteligência

Estudos têm mostrado que a leitura pode aumentar o vocabulário de uma pessoa, o que tem sido associado a uma maior inteligência.

Além disso, parece que quanto mais fortes as habilidades de leitura precoce de uma pessoa, mais inteligentes elas se tornam. Um estudo de 2014 publicado na revista Child Development descobriu que crianças com melhores habilidades de leitura aos 7 anos obtiveram uma pontuação mais alta nos testes de QI do que aquelas com habilidades de leitura mais fracas.

“Se, como nossos resultados sugerem, a leitura influencia causalmente a inteligência, as implicações para os educadores são claras”, diz o líder do estudo Stuart J. Ritchie, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido.

“As crianças que não recebem assistência suficiente para aprender a ler também podem estar perdendo as importantes propriedades da alfabetização que aumentam a inteligência”.

Para aqueles que são leitores ávidos, você pode estar seguro que seu passatempo fsvorito está proporcionando uma grande quantidade de benefícios para a sua saúde e bem-estar.

 

3 FONTES

https://n.neurology.org/content/81/4/314.short?sid=a1bfa954-8377-4c64-bb4f
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0277953615302458
https://articles/313429

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