Multivitamínicos: 10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE TOMAR!

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Melhorar a saúde pode ser uma tarefa difícil em certos momentos da vida; portanto, naturalmente, as pessoas gostariam de ter o maior número possível de atalhos na hora de fazer isso. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde, cerca de um terço dos adultos tomam multivitamínicos para complementar sua dieta.

Esses suplementos alimentares contêm uma combinação de vários micronutrientes, incluindo vitaminas, minerais e outros elementos. Estes suplementos tornaram-se extremamente populares nos últimos anos e estão no centro de muitos debates.

 

1. Multivitamínicos: o que são?

Não existe uma definição científica padrão do que são os multivitamínico. Em geral, eles são suplementos com três ou mais micronutrientes que não incluem hormônios, ervas ou medicamentos.

Além disso, cada dose deve estar abaixo do nível de ingestão superior tolerável pelos órgão reguladores e não pode apresentar riscos de efeitos adversos à saúde. Essencialmente, isso significa que um multivitamínico deve conter apenas vitaminas e minerais em quantidades seguras e não pode causar problemas as pessoas. Eles vêm em uma variedade de formatos, como balas, pós, líquidos e comprimidos.

 

2. Quais vitaminas e minerais têm nos multivitamínicos?

Diferentes empresas fornecem fórmulas para vários dados demográficos. Um multivitamínico para homens adultos pode não ter a mesma composição que um para mulheres jovens. Em geral, um multivitamínico contém 13 vitaminas e 16 minerais em várias quantidades.

Curiosamente, a maioria dos multivitamínicos tem baixos níveis de cálcio e magnésio porque, caso contrário, as pílulas se tornariam muito grandes. Um problema significativo com multivitamínicos é que em alguns países os órgãos de controle não regulam os suplementos alimentares. Como resultado, um multivitamínico pode ter níveis diferentes de nutrientes que os apresentados no rótulo.

 

3. Prevenção de doenças cardíacas

Uma das reivindicações mais populares sobre multivitamínicos é que eles ajudam a prevenir doenças cardíacas. Apesar de muitos estudos serem conflitantes, o consenso é que os multivitamínicos, de fato, não oferecem esse benefício. Um dos estudos mais importantes foi o Physicians Health Study II, onde mais de 14.000 médicos investigaram o uso diário de multivitamínicos e placebos por mais de dez anos.

Seus resultados não encontraram reduções em derrames, ataques cardíacos ou mortalidade. Em 2018, a Cardiovascular Quality and Outcomes publicou uma meta-análise de 45 anos de estudos com multivitamínicos e os efeitos que os suplementos podem ter em vários resultados de doenças cardiovasculares. Eles descobriram que os multivitamínicos não melhoraram os resultados cardiovasculares na população em geral.

 

4. Prevenção do câncer

Outra das alegações mais usadas para defender o uso de multivitamínicos afirma que eles podem ajudar a prevenir o câncer. Como nas doenças cardíacas, muitos pesquisadores estão em desacordo com essa informação. Os resultados do Physicians Health Study II mostraram que os homens eram 8% menos propensos a receber um diagnóstico de câncer após o uso regular de um multivitamínico. Este efeito foi mais prevalente em homens com histórico de câncer.

Em 2015, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA analisou estudos envolvendo cerca de 450.000 pessoas. Sua análise não encontrou nenhuma evidência direta de que os multivitamínicos pudessem prevenir o câncer ou as doenças cardiovasculares.

 

5. Quais os benefícios do multivitamínico?

Muitas outras alegações aparecem com frequência para apoiar o uso de multivitamínicos. Algumas afirmam que eles previnem o declínio mental, melhoram a expectativa de vida ou reduzem o risco de ter um filho com transtorno do espectro autista. Embora alguns estudos pareçam apoiar essas alegações, as evidências são fracas.

Muitos estudos em andamento estão tentando corroborar ou refutar essas declarações. Um dos maiores estudos envolve 22.000 homens e mulheres americanos. No entanto, até que os resultados desses estudos estejam disponíveis, não há evidências suficientes para apoiar a maioria dessas afirmações.

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6. Possíveis complicações

Em alguns casos, os multivitamínicos podem ser prejudiciais para quem os utiliza regularmente. A maioria das empresas utiliza fórmulas visando efeitos ideais à saúde de grandes grupos populacionais.

No entanto, isso pode não ser ideal para subgrupos, como crianças, mulheres grávidas, pessoas com doenças ou pessoas que tomam medicamentos de uso contínuo. O uso prolongado de suplementos de vitamina A e E tem links para uma expectativa de vida reduzida e pode aumentar o risco de câncer de pulmão naqueles que fumam.

Além disso, muitas das marcas mais acessíveis contêm níveis perigosamente altos de nutrientes. Embora raro, isso pode levar a uma overdose aguda.

 

7. Multivitamínicos: precauções

A compreensão das interações entre nutrientes e multivitamínicos pode ajudar a prevenir problemas de saúde. Como exemplo, nunca beba leite ou outros produtos lácteos antes ou logo após tomar um multivitamínico. O cálcio pode dificultar a absorção de certos ingredientes de um multivitamínico pelo organismo.

Tomar produtos vitamínicos semelhantes juntos é mais provável que leve a uma overdose de vitaminas. Ao usar um multivitamínico que contém potássio, evite substitutos do sal. Por fim, sempre leia o rótulo de qualquer produto multivitamínico e compre apenas marcas e fórmulas confiáveis.

 

8. Mulheres grávidas

Embora os multivitamínicos possam não ser ideais para a população em geral, alguns grupos selecionados podem se beneficiar deles. As mulheres grávidas geralmente precisam de maiores quantidades de ferro, ácido fólico e outros nutrientes.

Cabe lembrar que, as mulheres que estão grávidas ou tentando engravidar devem conversar com seu médico sobre o uso de um multivitamínico pré-natal. A consulta com um médico é incrivelmente importante, pois certos excessos ou deficiências de vitaminas podem causar deficiências congênitas no feto.

 

9. Dietas restritivas

Outros grupos que podem encontrar algum benefício ao consumir multivitamínicos são crianças, idosos, indivíduos doentes ou pessoas em dietas restritivas. Notavelmente, bebês e crianças com até dois ou três anos de idade geralmente não seguem uma dieta variada, o que pode levar a várias deficiências nutricionais.

Da mesma forma, pessoas vegetarianas ou veganas podem ter um problema semelhante porque não conseguem receber nutrientes de produtos à base de carne. Embora existam substitutos disponíveis, pode ser mais fácil para esses grupos tomar um multivitamínico após consultar um médico ou um nutricionista.

 

10. Opinião dos especialistas

A maioria dos especialistas concorda que a pessoa comum não precisa tomar um multivitamínico, pelo menos não diariamente. Na melhor das hipóteses, os multivitamínicos são ineficazes para a população em geral. Na pior das hipóteses, eles podem estar prejudicando ativamente indivíduos que dependem deles.

Embora seja tentador usar um atalho para melhorar a saúde, a maioria das evidências mostra que bons hábitos, como comer uma dieta saudável e manter um peso ideal, são as maneiras mais eficazes de alcançar a saúde e o bem-estar geral para o corpo.

 

4 FONTES

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16880453/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23356638/
https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIRCOUTCOMES.117.004224
https://www.health.harvard.edu/mens-health/do-multivitamins-make-you-healthier

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